Música pop com sotaque amazônico. Essa é a proposta sonora da cantora Aíla e do seu primeiro CD, “Trelêlê”, produzido por Felipe Codeiro e co-produzido por ela mesma.
Aíla Iniciou a carreira artística em 2008, no Pará, estado onde mora e já é considerada um dos principais nomes da nova safra de artistas da região norte.
Seu timbre exótico e interpretação marcante se entrelaçam a uma estética sonora influenciada pela música pop mundial e sotaques da floresta urbana amazônica, como o brega, a lambada, a guitarrada e o carimbó, que se misturam a sonoridade caribenha da cúmbia, salsa, zouk e cacicó, resultando em um trabalho vibrante, híbrido e cheio de cor, que busca reinvenções no cenário da música pop produzida no Brasil.
Em 2011, Aíla foi uma das artistas selecionadas pelo Projeto CONEXÃO VIVO, e iniciou a produção do seu primeiro CD, o "Trelêlê". Ainda no mesmo ano, participou de grandes festivais pelo Brasil, como Conexão Vivo Belém (PA), Festival “Até o tucupi” (AM), Festival Contato (SP) e Festival Quebramar (AP), tendo recebido, mesmo antes do lançamento do primeiro disco, críticas positivas e citações em Jornais de destaque no cenário nacional, como a Folha de São Paulo (SP) e Jornal O Dia (RJ). Atualmente, se dedica à divulgação do CD e difusão do seu trabalho aos quatro cantos do país, levando na bagagem a efervescente produção musical do Pará, rica em sotaques e ritmos, aclamada, curiosa e instigante.
The Slackers é uma das melhores e mais conhecidas bandas da nova cena de ska de Nova Iorque.
Formada no Brooklyn em 1991, a banda toca uma mistura de ska, rocksteady, reggae, soul, swing, garage rock, e jazz. Faz parte do selo punk "HellCat Records".
Vários projetos paralelos surgiram da banda, entre eles: Dave Hillyard Rocksteady 7, Da Whole Thing e SKAndalous All Stars, além do projeto acústico do vocalista Vic Ruggiero.
Attitude (original by THE MISFITS)
Like a Virgin (original by MADONNA)
Strychnine (original by THE SONICS)
I’m Still Standing (original by ELTON JOHN)
Jeepster (original by T. REX)
The Letter (original by THE BOX TOPS)
Game of Love (original by WAYNE FONTANA)
Reach Out (I’ll Be There) (original by THE FOUR TOPS)
Bitch (original by THE ROLLING STONES)
Ganbare (original by THE BLUE HEARTS)
Volunteers (original by JEFFERSON AIRPLANE)
La Tribu FM é uma rádio independente da Argentina que sempre se caracterizou por uma postura social. Este álbum é uma compilação de vários artistas argentinos e "latinos" que se unem contra visita de Bush em 2005. O disco é rechedo de críticas que continuam atuais e relevantes no cenário mundial. E viva o povo Latino!!
Compilación internacional producida por FM La Tribu 88.7 Mhz y Doble F Alterlatino.
Tienes que decidir LILIANA FELIPE (Argentina/México) Piedras Remix DJ PANKO-OJOS DE BRUJO (España) No te quiero acá NO TE VA A GUSTAR (Uruguay) Sin dudas y con firmeza ORQ. TIPICA FERNANDEZ FIERRO (Argentina) La primavera MANU CHAO (Francia/España) La pira TUMBATÚ CUMBÁ (Argentina) No podrás matarme PABLO DACAL (Argentina) Libres seremos LA CANDELA RUMBA SAMPLER (Argentina) In Komunikazioa FERMIN MUGURUZA Kontrabanda (País Vasco) Sonrisa macabra ACTITUD MARIA MARTA (Argentina) Herirlos PROYECTO ESQUIZODELIA (Argentina) Los muchachos EL PORTON (Argentina) Seria miseria ARBOLITO (Argentina) Mecha flan DICK EL DEMASIADO (Holanda) Chico bomba DANI UMPI (Uruguay) Donde habita el corazón VICENTE FELIÚ (Cuba) Redemption song AMPARANOIA (España) Ruiseñores de nuevo JUAN GELMAN y CESAR STROSCIO (Uruguay/México)
Do mineiro Ary Barroso (Na Baixa do Sapateiro, No Tabuleiro da Baiana) ao campineiro Denis Brean (Bahia com H) e, óbvio, os soteropolitanos Dorival Caymmi (O Que É Que a Baiana Tem?, Lagoa do Abaeté, Coqueiro de Itapoã) e Gilberto Gil (Eu Vim da Bahia) e o santamarense Caetano Veloso (Quem me Dera), muitos compositores louvaram a chamada Boa Terra.
Nascido em Conchas, interior paulista, e criado na periferia da capital, aludida no disco de estreia (São Mateus Não É um Lugar tão Longe Assim), Rodrigo Campos, no segundo álbum, literalmente inventa sua Bahia Fantástica. Descarta qualquer ilusão documental em Sou de Salvador (Cheguei na Bahia de Manhã). E dribla o turismo paisagístico a golpes de versos curtos, como um Dalton Trevisan musicado (Ana vai morrer/ não tem problema/ todo fim de tarde Aninha morre). O disco tem Rômulo Fróes entre seus diretores musicais.
Não é ensolarada, mas sombria, com pulsões de morte, a fabular Bahia de Capitão (Não crê em Deus, Ogum, nem nada/ vai deixar de ser), Elias (Vem/ vai nascer de novo/ sem memória da maloqueragem da 18) e Sete Vela (Mano rodou geral/ dezoito carnaval). Sim, há uma Princesa do mar, mas a pequena Iemanjá (…) entrou na maré brusca/ virá na maré mansa.
Esses contos fragmentados vêm embalados em ricos timbres, sopros percussivos e climáticos, banhados por influencias de Moacir Santos ao funk e afro beat. Com Rodrigo, a nata da nova música de São Paulo, sob direção de Fróes e participações de Kiko Dinucci, Marcelo Cabral (o núcleo do projeto anterior, Passo Torto) e mais os vocais de Criolo, Juçara Marçal e Luíza Maita. Daqui pra lá/ não vá dizer que a Bahia não lhe achou, sentencia Cinco Doces.
01. Cinco doces 02. Princesa do mar 03. Ribeirão (com Criolo) 04. Beco 05. Morte na Bahia (com Luisa Maita) 06. Sete vela 07. Aninha 08. Jardim Japão (com Juçara Marçal) 09. General geral 10. Elias 11. Capitão 12. Sou de Salvador
Produzido por: Gustavo Lenza – gravação e mixagem Kiko Dinucci – guitarra Marcelo Cabral – baixo elétrico, baixo acústico e arranjos de cordas Mauricio Fleury – wurlitzer, hammond, piano, metalofone e sintetizador pro-one M. Takara – bateria Rodrigo Campos – voz e violão Romulo Fróes – direção artístico-musical Thiago França – sax tenor, flauta e EWI
Elba Ramalho canta “Mucuripe” (Fagner e Belchior), “Avôhai” (Zé Ramalho), “Táxi Lunar” (Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Alceu Valença), “Paralelas” (Belchior) e “Pavão Misterioso” (Ednardo). Nuria Mallena apresenta “Velha Roupa Colorida” (Belchior), “Dona da Minha Cabeça” (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo) e “Noturno” (Graco/Caio Silvio, sucesso de Fagner em 1979). Karina Buhr interpreta “Revelação” (Clodo Ferreira e Clésio, sucesso de Fagner em 1978), “Apenas um Rapaz Latino Americano” (Belchior) e “Cavalo Ferro” (Fagner e Ricardo Bezerra). “A Palo Seco” (Belchior), “Frevo Mulher” (Zé Ramalho) e “Admirável Gado Novo” (Zé Ramalho) ficam com Zé Cafofinho e Suas Correntes.
"Arrocha" vem "mais pesado" que seus discos anteriores --"Achados e Perdidos" (2003) e "JapanPopShow" (2008)--, explica Curumin, que assina a produção com Lucas Martins e Zé Nigro.
"Ele é diferente dos outros, é um pouco mais eletrônico, foi mais feito dentro do computador, dentro das máquinas, é mais pesado", explica.
O hip-hop à moda Curumin também está de volta, e deve ser o fio condutor do novo trabalho. "[O disco] volta um pouco mais para as batidas de hip-hop. É mais nessa onda".
O apreço do músico pelo estilo e pelo experimentalismo com ritmos brasileiros também se refletiu na escolha de um dos convidados: Russo Passapusso, MC e compositor de Salvador. "Eu fiquei muito impressionado com a qualidade das composições dele. Ele é MC, mas também tem um lado mais tradicional, de composição baiana. Você vê ali coisa do Gil, do Riachão, de Dorival... é muito intuitivo", conta Curumin.
Eles se conheceram durante um show do trompetista Guizado, em São Paulo, do qual participaram. "Foi uma coincidência", conta. "O BNegão já tinha me dado um toque [sobre ele] antes".
Curumin gravou uma música do MC chamada "Passarinho", e Passapusso empresta a voz a uma canção de Curumin, "Afoxoque".
Céu, Gui Amabis e Edy Trombone também dão suas contribuições ao disco.
Estou com um projeto totalmente diferente da DEVOTOS, se chama Café Preto, e é um disco realizado por mim em parceria com o DJ e produtor Bruno Pedrosa e o também músico PI-R. As letras são de minha autoria e as programações e samples feitas por Pedrosa. A produção musical é assinada por Pedrosa e PI-R.
Sempre fui eclético em relação a ouvir música, gosto de vários estilos, e claro, o Punk Rock e o Hardcore estão no sangue. Mas o Reggae tem uma parada, que eu sempre quis cantar, por favor, não me peçam para explicar pois não vou conseguir. Só sei que é uma energia muito boa.
Neste trabalho as influências sonoras escolhidas por mim foram o dub e o ragga, ritmos derivados do reggae roots jamaicano. CAFÉ PRETO tem como convidados especiais alguns dos mais talentosos músicos da manguetown. Fred Zeroquatro e Areia (mundo livre s/a), Chico Tchê, Publius, Ori, Marcelo Campello, Berna Vieira e Zé Brown, além do carioca Ras Bernardo, fazem parte da nossa história com muito prazer.
A minha voz aparece com delays e reverbs característicos do dub. Para quem sempre me viu na Devotos, minha banda com os parceiros Neilton e Celo, me ver agora cantando influenciado por ritmos jamaicanos chega a ser uma experiência inusitada. Em tempo: DEVOTOS continua firme e forte!
O disco foi todo concebido no Estúdio do Poço, em Recife, entre os meses de março e agosto de 2007. A mixagem ficou por conta do nova-iorquino Victor Rice e do paulistano Mau no estúdio COPAN, em São Paulo. Amasterização foi feita pelo engenheiro de som Fernando Sanches no estúdio EL ROCHA, em São Paulo, em setembro de 2011.
A arte da capa tem a assinatura de Jorge Dü Peixe, h.d. Mabuse e Haidée Lima (autom.ato), e o lançamento do disco acontece em 2012. Estamos ensaiando e as músicas já estão todas prontas para o show.
Café Preto é: Eric Gabino (baixo), PI-R (teclados e programações), Marcus Antonio (guitarra), Bruno Pedrosa (programações, samples e efeitos), Pernalonga (bateria) e Cannibal (voz).
Logo mais vamos colocar aqui a pré-venda do VINIL e CD, mas enquanto o disco não sai, fiquem a vontade para baixar!!! Jah Bless!
NOVO CD DA CABRUÊRA FAZ PARTE DE PROJETO DE ARTES INTEGRADAS QUE UNE A MÚSICA DO GRUPO PARAIBANO, O TRABALHO FOTOGRÁFICO DE AUGUSTO PESSOA E TEXTOS DO CITARISTA ALBERTO MARSICANO "Nordeste, vórtex magnético, chakra terrestre onde várias tradições magísticas se entrelaçam. O Nordeste oculto, o Nordeste abissal, o Nordeste secreto, o Nordeste não mapeado pelo ardil cultural colonizador. Esse trabalho resgata uma tradição iniciática que resistindo séculos de inquisição, colonialismo, intolerância religiosa e demais tentativas de "demonizar" a civilização nordestina, mantém-se solene e incólume geração pós geração". O texto - intenso e ao mesmo tempo poético - de Alberto Marsicano, prefacia o projeto Visagens Nordestinas e introduz o leitor-ouvinte numa intrigante fusão de música e imagem. Reunindo num só produto o trabalho do fotógrafo Augusto Pessoa e o som da banda Cabruêra, Visagens Nordestinas mergulha na vasta e pouca conhecida dimensão metafísica do Nordeste brasileiro
Natural de Juazeiro do Norte - CE, Dudé Casado toca desde adolescente e desenvolveu-se musicalmente de forma autodidata, já participa da cena musical a mais de 10 anos, como guitarrista e violonista. Começando a tocar em bandas de rock na cena underground caririense em meados dos anos 90, passando por vários grupos de estilos diferentes dentro desse gênero. Em 1998 foi um dos fundadores do grupo Dr. Raiz que teve mais de 10 anos de estrada, tendo fim em 2010, sendo pelo tempo de existência da banda um de seus membros mais ativos. Com o Dr. Raíz ganhou vários festivais, como o Festival Regional de Missão Velha - CE e o Festival SESC da Música Cearense, promovido pelo SESC Ceará. Representou o estado no FEMUSIC - PR. É integrante do Movimento Cabaçal. Divulgou seu trabalho em rede local (TV Verdes Mares, TV Jangadeiro, TV Diário e TV Ceará) e em rede nacional, no quadro \"Novos Sons do Brasil\" do Jornal Hoje (Rede Globo). Já fez apresentações em vários espaços importantes do interior cearense, na capital e em outros estados: Ceará - SESCs - Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Aquiraz e Fortaleza (emiliano Queiroz); I, II, II,IV, V e VI Mostra SESC Cariri de Teatro; Mostra Cariri das Artes; Bienal de Artes do Cariri; Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; Teatro José de Alencar; V bienal Internacional do Livro; V Acampamento Latino Americano da Juventude (Icapuí); UFC (Universidade Federal do Ceará); URCA (Universidade Regional do Cariri); Festa de Santo Antônio de Barbalha; Expocrato; Festival Vida e Arte; Ceará Music 2002 e 2003; Circuito Cultural Banco do Brasil; XV Cine Ceará; SBPC Cultural (UECE); Circuito Ceará de Cultura; I Encontro Mestres do Mundo; I Festival Internacional de Travadores e Repentistas; Festival de Teatro de Guaramiranga e Festival da Diversidade Cultural 2007 (Tangolomango Fortaleza - Dragão do Mar). Alagoas - Maceió - FEMUSESC (Mostra de Música do SESC Alagoas. Paraíba - Cajazeiras - UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e Campina Grande ? UEPB (Universidade Estadual da Paraíba). Pernambuco - Recife - Carnaval Multicultural 2006 e Bodocó - Festa de São José. Piauí - Teresina - \"O Setão Vai Virar Mar\" e Festival T.H.E. Music. São Paulo - São Paulo ? SESC Ipiranga e SESC Pompéia (Prata da Casa). Paraná - Maringá - FEMUCIC - Festival Musical da Cidade Canção. Mato Grosso ? Cuiabá - ENEL (Encontro Nacional dos Estudantes de Letras) na UFMT (Universidade Federal do Mato Grasso). Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - (Circo Voador) Festival da Diversidade Cultural 2007 (Tangolomango). Hoje com seu trabalho solo, além de tocar os instrumentos, canta também suas próprias canções. Com um gosto eclético, Dudé sempre absorveu naturalmente várias influências de universos musicais distintos, desde a música de raiz, provinda dos grupos de cultura popular da região, reisados, bandas de pífano, repentes, emboladas... até bandas como The Beatles, The Doors, Pink Floyd, Black Sabbath, Sepultura... Trata-se de um show de rock ora vibrante e ora progressivo, junto com a bateria, o baixo, o teclado e o violão, as canções em si ainda tratam do seu estilo que perdurou, adicionando ao peso de sua guitarra, a melancolia e aos presságios que as letras impõem.
A banda pernambucana Volver, que a partir de 2009 passou a residir em São Paulo, lança seu terceiro disco, “Próxima Estação” em Álbum Virtual. Formada por Bruno Souto (vocal e guitarras), Kleber Croccia (guitarra), Augusto Passos (baixo), Thiago Nistal (bateria) e Missionário José (teclados), a banda decidiu fixar residência no Sudeste para viabilizar melhor a carreira e conquistar um novo público. O grupo, que lançou em 2008 o seu segundo disco "Acima da Chuva" (Senhor F Discos), consolidou sua carreira no Recife, tendo participado dos mais importantes festivais na cidade. Lançado primeiramente de forma virtual através do MySpace, o disco atingiu a marca de 30 mil downloads no período de 60 dias, em que ficou disponível integralmente. Com onze canções que capturam a essência do rock'n'roll, aplicadas a ótimos refrões de música pop, o "Acima da Chuva" foi bastante elogiado por críticos de todo o país, chegando a integrar a lista de melhores discos de 2008, segundo o jornal Correio Braziliense. O novo disco da banda (“Próxima Estação”) teve todo o seu processo de gravação registrado no blog www.volverproximaestacao.blogspot.com. O primeiro single, “Mangue Beatle”, já se encontra disponível no site da banda.
Histórico - Com a intenção de fazer o que gosta, a Volver seguiu na contramão da cena local. Surgiu em 2003, com o hit "Você que Pediu", música de abertura de seu primeiro disco. Lançado em 2005, o "Canções Perdidas Num Canto Qualquer" projetou a banda no país e no exterior, chegando a liderar listas de melhores do ano na Espanha. Donos de um ótimo show, os recifenses também se destacaram nos palcos de festivais independentes e de várias cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Angra dos Reis (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), São Leopoldo (RS), Campos do Jordão (SP), Campinas (SP), Bauru (SP), Atibaia (SP), Mauá (SP), Sorocaba (SP), Osasco (SP), Goiânia (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Aracajú (SE), Natal (RN), entre outras.
Currículo – Festival SWU (SP), Porão do Rock (DF); MADA (RN); Goiana Noise (GO); Bananada (GO); Aumenta que é Rock (PB); Calango (MT); Abril Pro Rock 2005, 2006 e 2009 (PE); Rec Beat 2010 (PE); No Ar: Coquetel Molotov (PE); Festival GIG Rock (SP); Festival Do Sol (RN); Festival de Verão de Recife (PE); Festival de Inverno de Garanhuns (PE); Vencedora do concurso Microfonia (PE); Participação no disco/tributo a Odair José (“Vou Tirar Você Desse Lugar”); Destaque nas principais mídias do país; Mais de 60 mil downloads completos do disco “Acima da Chuva”.
POLÍTICA DO ESCRACHO Nos anos de chumbo, Chico Anísio e Arnauld Rodrigues criaram o Baiano & Os Novos Caetanos para tirar sarro dos tropicalistas e da ditadura Por Alan Luna
Vedete do pós-modernismo, o pastiche foi uma das bandeiras do movimento tropicalista. O deboche e a ironia punham por terra as noções de bom e mau gosto, do brega e do chique. Como todo movimento que se torna canônico, porém, o tropicalismo foi tragado pelo mainstream e passou, ele próprio, a se prestar a estereotipizações.
A pedra virou vidraça. E um dos golpes mais certeiros desferidos contra ela foi a dupla Baiano & os Novos Caetanos, formada pelos humoristas Chico Anísio (hoje na geladeira da Globo) e Arnauld Rodrigues (atualmente no kitsch A Praça É Nossa). O nome da dupla, extraído de um quadro do Chico Anísio Show, é uma brincadeira com dois totens tropicalistas: Caetano Veloso e o grupo Novos Baianos.
A dupla estreou com um disco homônimo em 1974. E o mais surpreendente é que a piada não perdeu a graça. Ainda hoje, a audição do álbum é interessante. Primeiro, pelo motivo óbvio: é engraçadíssimo ao tirar sarro dos trejeitos, dos tiques e dos cacoetes dos tropicalistas. E aí entram a baianidade malemolente, a fala mansa, o papo-cabeça.
Segundo porque, sem ser chato, o disco tem um discurso político (não esquecer que os tempos eram de chumbo). “Vô Bate Pa Tu”, ao mesmo tempo em que tira onda com as letras de viés estruturalista/concretista, lembra os cagüetes da ditadura (Deduração / um cara louco / Que dançou com tudo / Entregação com dedo de veludo / Com quem não tenho grandes ligações). Já “Urubu” tá com raiva do boi e uma estocada no “milagre econômico”, que, muitas vezes, estava mais no discurso ame-o-ou-deixe-o que propriamente na vida cotidiana.
Há ainda um terceiro elemento que o torna interessante: a sonoridade. Acredite: a dupla tinha uma banda azeitada, que praticamente não deixa nada a dever, por exemplo, aos originais Novos Baianos (o que não é uma tarefa assim tão fácil). “Véio Zuza”, que versa sobre uma espécie de Mãe Menininha do Gantois da dupla, é tambem uma musica pop de levada interessante.
O negocio deu tão certo que Baiano e os Novos Caetanos lançaram outros discos. Estes, embora tenham, aqui e acolá, bons momentos, seguem, na maioria das vezes, o caminho oposto ao da estréia: são discos de comediantes – e só. Ainda assim, Baiano e os Novos Caetanos (o disco de estréia e a dupla) é um capitulo da nossa música que merece ser (re)descoberto. Dá pra rir. Dá para se divertir. Dá até pra pensar
BAIANO E OS NOVOS CAETANOS Baiano e os Novos Caetanos [1974]
Nação Zumbi no Recife é Beatles em Liverpool, Bob Marley em Kingston, Joy Division em Manchester e qualquer outra comparação entre natividade e punch musical possível. O show da banda pernambucana pesa uma tonelada em qualquer praça, mas é na Manguetown que o encontro com o público provoca faísca nos ares e a ciranda-pogo gira na velocidade psicodélica da luz.
É o que testemunhamos neste concerto gravado no chão do Marco Zero, na ilha holandesa do Recife Velho ou Antigo, porta e farol da cidade para o mundo. Ouviram não só do Ipiranga, ouviram d´África, onde os tambores da Nação fazem reverberar o escambo de oferendas no terreiro afro-beat.
Mais do que um show, o DVD mostra a liga orgânica entre a cidade e a banda. Rios, pontes, overdrives e impressionantes coreografias da massa vistas por câmeras aéreas. Os “extras” completam essa lição geográfica da fome afetiva com um rolê por alguns pontos como o Mercado de São José e o bairro de Peixinhos, Olinda, de onde veio a “cozinha” percussiva do grupo.
No repertório, clássicos dos tempos de Chico Science são mesclados com a história da NZ até hoje. Fred 04, parceiro da origem do mangue beat; Siba com a loa-metal da sua Fuloresta; Arnaldo Antunes e Paralamas do Sucesso fazem participações especiais.
Este DVD é um documento digno daquela que é, desde o nascedouro, nos anos 90, a melhor e mais expressiva banda brasileira. Não é fácil se manter com essa garantia e resistência do grupo formado por Jorge Du Peixe, Pupillo, Lúcio Maia, Dengue, Toca Ogan, Gilmar Bola 8, Da Lua e Marcos Matia.
Talvez um verso de “Fome de tudo” consiga explicar o segredo: “A fome tem uma saúde de ferro”. Fastio é o que não falta aos meninos. Todos por uma Nação.
Xico Sá
1. Fome De Tudo 2. Hoje, Amanhã E Depois 3. Bossa Nostra 4. Etnia 5. Inferno 6. Corpo De Lama 7. Trincheira Da Fuloresta Participação Especial: Siba E A Fuloresta 8. Cordão De Ouro 9. Infeste 10. Rios, Pontes E Overdrives Participação Especial: Fred 04 11. Salustiano Song 12. Antene-Se Participação Especial: Arnaldo Antunes 13. Maracatu Atômico 14. Jornal Da Morte (Uma Edição Extra) 15. Manguetown Participação Especial: Siba E A Fuloresta E Os Paralamas Do Sucesso
A trupe Chá de Boldo nasceu no início de 2005. Há variadas versões sobre sua emergência: uma festa de estudantes de arquitetura revolucionada pelos “muitos carnavais” de Caetano Veloso; o retorno, em um ônibus clandestino, de algum lugar ao sul; festa de ano novo realizada no dia 1º de janeiro. Difícil precisar. Em julho de 2007, a trupe gravou seu disco demo. Após o lançamento no Teatro Uranus recebeu o convite para se apresentar no Stúdio Sp, ainda localizado na Vila Madalena. E foi lá, depois no baixo Augusta, que a Trupe Chá de Boldo, afetada pelos neons e pequenos ladrões, guitarras, emos e pela convivência com Tatá Aeroplano, iniciou este bárbaro. O disco ganhou força com a presença de Alfredo Bello, que aceitou produzir o bando depois da temporada de um mês que o Boldo fez com Gero Camilo intitulada Love, Love, Love. Animada por este encontro, pelas festas organizadas com o Dj Tutú Moraes, shows no teatro Oficina e Sesc Pompéia, pelos pré-carnavais armados em parceria com Cérebro Eletrônico e Tulipa Ruiz, a Trupe desembarcou no terreiro Du passo, em agosto de 2009. Esta viagem contou com a companhia, entre outros tantos, de Alfredo Bello, Simone Sou, Gabriel Levy, Tatá Aeroplano, Gero Camilo e Leo Cavalcanti. ..
bárbaro, s. m. e adj. (Etim. Gr. barbar: eco de língua estranha). 1. música feita no encontro de doze jovens carnívoros; 2. (deriv.) se perder pela cidade com os ouvidos livres; 3. (Sex.) quebrar as paredes; 4. (v. Polít.) beijar a vida; 5. (sinôm.) exorcizar o emo dentro de nós; 6. estrangeiro; bruto 7. (pl.) não apostar na carreira solo; tudo que é solo desmancha no ar; 8. (pop.) bacana; 9. (Acúst.) noites de festa; 10. (Elétr.) tango rock n’roll carnaval; tudo em desperdício; 11. (Mitol.) 13 faixas, 13 ondas: a alegria é a prova dos 13; 12. disco gravado pela Trupe Chá de Boldo e produzido por Alfredo Bello no terreiro du passo; 13. É só o primeiro.
Formada em 2008, o Ska Maria Pastora é um projeto de música instrumental idealizado por amigos que têm em comum o gosto pelo ska, reggae e naturalmente pelo frevo. Aproveitando a semelhança entre esses estilos, a banda fez do principal ritmo de Olinda a base melódica para a composição do Ska, provando que musicalmente estamos muito mais pertos do que pensamos das outras culturas.Influenciada pelo The Skatalites, principal expoente do ska, que misturaram a música européia com a caribenha, os Pernambucanos do Ska Maria Pastora usam as harmonias de clássicos do frevo para "envenenar" a música jamaicana. O resultado é uma música efervescente que não deixa ninguém ficar parado.
“As margens do Rio Doce” é o nome do primeiro disco da banda pernambucana Ska Maria Pastora, que surge após o bem-recebido EP homônimo, lançado em 2008. Com produção musical de Yuri Queiroga, o álbum ganha lançamento virtual na próxima quinta-feira, dia 1º de março, sendo disponibilizado gratuitamente para download no site oficial da banda (www.skamariapastora.com), que também estreia neste dia. Gravado no Fábrica Estúdios, o CD reúne 11 composições autorais, além de duas releituras para os clássicos do frevo pernambucano “Cabelo de Fogo” (Maestro Nunes) e “Elefante de Olinda” (Clidio Nigro e Clóvis Vieira). A Ska Maria Pastora, que realizou uma parceria inédita com Rogerman durante os shows de Carnaval, promete frevo e ska para o ano inteiro. “As margens do Rio Doce” conta com a participação especial de alguns músicos convidados. São eles: Fabinho Costa (trompete) do grupo A Trombonada, Parrô Mello (sax) e Rafinha (sax soprano). O projeto gráfico de “As margens do Rio Doce” ficou a cargo do Estúdio Super Terra, que assinou também a identidade visual de discos da Caravana do Delírio, Caapora e Feiticeiro Julião, entre outros. Entre as composições autorais que marcam presença no disco, estão a faixa que dá título ao álbum de estreia da Ska Maria Pastora, além de “Fanfarra Dominicana”, “O Destino de Fidel” e “Skarnaval”.
Não, amigo(a), para o bem ou para o mal, Bárbara Eugênia não é uma cantora/compositora “fofa” nem fez um disco idem. O mais fácil e confortável dos adjetivos da safra não lhe cabe, murmuro, digo, redundo, aposto, carimbo, cutuco: “Journal de BAD” vai além muito além, é disco grande.
Guardemos a tentação ou ideia de fofura no bolso ou no palato. Fichas na jukebox, moedas na radiola, prepare seu espírito flamejante para um trilha passional capaz de reacender, num curto-circuito, todos os corações de néon da cidade, esquinas, fachadas, motéis, lares, cabarés, tudo muito romântico.
“Bleeding my heart, oh no”, canta a moça, com a justa noção de que o amor cabe e estoura os gomos da pupila na levada psicodélica dos faróis. No acento do rock ou na chanson, principalmente nesta última, o amor cabe mais apertado ainda. Música cosmopolita contemporânea, maestro, devidamente matizada nas cores dos trópicos, com a Harley Davidson de Gainsbourg ao fundo, please, muito barulho nessa hora.
Não obrigatoriamente um(a) cantor(a) se parece mais verdadeiro(a) quando interpreta e masca os seus próprios vocábulos, caso da maioria das faixas deste disco. Bárbara Eugênia, carioca que vive em São Paulo cercada de gente do mundo todo, se parece sim, crença nas suas composições, como quem acorda, pega a trilha de sonhos e submete ao assobio do namoro novo ou afoga tudo na quentura da manteiga que derrete nos cafés das manhãs.
Na legítima fuga do amor que trava ou enferruja no calendário (“Agradecimento”) ou no medo do goleiro diante do pênalti (“A chave”), cuidado frágil – este lado para cima!-, aí vem a moça cronista do infortúnio e da ventura amorosa, cotidianos em desabridas letras.
“Journal de BAD” é também um disco novo com o melhor dos sintomas modernos da música que se faz hoje no Brasil e em São Paulo: o ajuntamento de artistas como Junior Boca (guitarra, violão, produção e direção musical), Dustan Gallas (baixo, piano, órgão, teclados, mixagem e produção) e Felipe Maia (bateria), só para citar um trio de frente.
Porque reparando ainda nos créditos, lá vem uma regravação de Fernando Catatau (“O Tempo”, Cidadão Instigado), uma composição de Junio Barreto, outra de Tatá Aeroplano, colaborações de Pupillo e Dengue (baixo e batera da Nação Zumbi), Otto na goela, Karina Buhr, Juliana R. Um mar de gente e de histórias.
Conheci o “Journal de BAD”, com este mesmo título, ainda como uma espécie de newsletter afetiva distribuída por Bárbara Eugênia aos amigos e conhecidos. Aí está a origem do batismo. É o que este CD reverbera com seus arrastões de epifanias e encantos.
Arranjos inusitados, experiências sonoras e demais alquimias estéticas só fazem sentido se um disco, em sua essência, tiver canções bem construídas, belas e consistentes. É o que ocorre com o novo álbum de Céu, repleto de melodias, harmonias, ritmos, instrumentações e letras encantadores. Três anos após Vagarosa, a cantora e compositora paulistana volta a evoluir em Caravana Sereia Bloom, que transparece verdade e entrega. À primeira vista, o título pode soar como uma viagem de hippie chique. Mas não é: traduz com naturalidade o espírito do álbum, como se uma sereia, à frente de sua trupe, saísse por aí soltando a voz enfeitiçante e hipnótica. À semelhança do que fazia nos trabalhos anteriores, Céu opta por registrar alguns temas-pílula, vinhetas efêmeras e bonitas, como Teju na Estrada, Sereia (dedicada a Rosa, sua filha com o músico Gui Amabis) e Fffree. A produção já não conta com Beto Villares, mas tem novamente Céu e Gui, além de Rica Amabis (na faixa Chegar em Mim, escrita por Jorge Du Peixe). O álbum ainda traz a excelente banda da cantora, que reúne nomes como Lucas Martins e Bruno Buarque. Entre os instrumentistas convidados, chamam a atenção Pupillo, Lúcio Maia, Dengue, Fernando Catatau, Curumin, Thiago França e Nahor Gomes. Também merecem destaque os coros etéreos do Negresko Sis, trio formado por Anelis Assumpção, Thalma de Freitas e pela própria Céu. Odair José e Lupicínio Rodrigues Outro ponto em comum com os dois primeiros CDs são as regravações. A intérprete já havia dado sua cara para Concrete Jungle (Bob Marley) e Rosa, Menina Rosa (Jorge Ben Jor). Agora, imprime sua assinatura em You Won’t Regret It (Lloyd Robinson e Glen Brown) e Palhaço (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes), que gravou acompanhada por seu pai, Edgard Poças, no violão e no assovio. Como compositora, ela continua mostrando habilidade. Isso se evidencia em pelo menos quatro canções: Amor de Antigos (setentista e singela), Retrovisor (moderna e, ao mesmo tempo, lupiciniana),Baile de Ilusão (uma joia com ares de Odair José) e Asfalto e Sal (que exibe versos arrebatadores, como “eu vou lhe conservar no sal do meu mar”). O sambista portelense Argemiro Patrocínio costumava dizer que, em “panela em que muito se mexe, a comida estraga”. Caravana Sereia Bloom segue a receita habitual, com temas simples, burilados na medida certa. Que Céu não demore mais três anos para compartilhar suas belezas.
A região do Cariri cearense é um oásis, o verde coração do semi-árido nordestino, com uma grande quantidade de grupos e mestres de cultura popular tradicional; Reisados, lapinhas, pastoris, bandas cabaçais, forró pé-de-serra, maracatu, coco, maneiro-pau, embolada e cantoria.
Centro geográfico com eqüidistância para as principais capitais do Nordeste, desde meados do século XVII até os dias de hoje, continuam a chegar multidões sertanejas, em um fluxo constante, atraídas pela fertilidade e pela sagração do território como espaço mítico. Rosemberg Cariry
O trabalho do cantor e compositor Geraldo Júnior desenvolve-se nesse contexto, como aglutinador das artes populares através de uma leitura contemporânea, aliada a diversas influências da música do mundo e da própria música brasileira.
Geraldo Junior e sua banda utilizam esses elementos tradicionais como ferramenta para fundir e resignificar todas essas linguagens. A misticidade que gira em torno do imaginário popular, é apresentada nos diversos aspectos que envolvem o espetáculo, performances munidas de figurino característico que representam suas tradições, lendas, folguedos, história e personagens locais.
“Warakidzã – Senhor do Sonho”
Nesse novo momento a temática das letras se aprofunda ainda mais nas raízes do povo cariri, suas lendas, personagens e historia. Ao mesmo tempo em que Geraldo e seu grupo apresentam essencialmente um espetáculo com referencia a cultura do Cariri, o show segue com uma abertura maior pra outras influencias que são facilmente identificadas: Timbres eletrônicos, guitarras com efeitos, distorções e ambiências, etc.
O novo show e álbum homônimo seguem uma trajetória evolutiva do trabalho, desde o primeiro disco Dr. Raiz (de 2005) e Calendário – O Tempo e o Vento (de 2007), processando e assimilados outras influencias, sempre a partir da sua identidade cultural.
O espetáculo que anuncia o terceiro álbum do cantor e compositor Geraldo Junior, “Warakidzã – Senhor do Sonho”, apresenta-se maduro e equilibrado entre todas as suas mais diversas e contrastantes influencias, que vão desde as tradicionais até as mais contemporâneas.
A formação conta com teclado, bateria e guitarras, alem da sanfona, viola, rabeca, flautas e percussões. Timbres e efeitos sugerindo um clima um tanto psicodélico.
No show são apresentadas canções inéditas do novo álbum, músicas do Dr. Raiz e do Calendário, canções de compositores da região como: Patativa do Assaré, Abdoral jamacaru, Luiz Fidélis, Dudé Casado e Ermano Morais, e ainda, músicas dos grupos de cultura popular tradicional.
Performances de teatro e dança entremeando o show, tudo isso com os arranjos da nova formação do grupo.
Histórico
Geraldo Ramos Freire Junior é natural de Juazeiro do Norte Ceará, região do Cariri. Conviveu desde sua infância com a riqueza da cultura popular dessa região; romarias, renovações, festas de padroeiros, forrós de pé-de-serra, bandas cabaçais, reisados... É Brincante de Reisado e mantém uma forte ligação com os Mestres e grupos de Cultura Popular tradicional da região. Como produtor cultural trabalhou para SECULT (Secretaria de Cultura do Estado), SESC, Centro Cultural BNB, entre outros. É responsável pela Mostra de Tradição Popular, que acontece dentro da Mostra SESC Cariri de Cultura.
Em sua trajetória ganhou festivais e apresentou-se em várias regiões do país:
CEARÁ – SESC's Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Aquiraz e Fortaleza (Emiliano Queiroz); Mostra SESC Cariri de Cultura; Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura; Teatro José de Alencar; V Bienal Internacional do Livro; Festa de Santo Antônio de Barbalha; Circuito Cultural Banco do Brasil; XV Cine Ceará; Circuito Ceará de Cultura; Encontro de Mestres do Mundo e Festival de Teatro de Guaramiranga;
ALAGOAS – Maceió FEMUSESC (Mostra de música do SESC Alagoas);
PARAÍBA – Cajazeiras UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Sousa CCBNB (Centro Cultural Banco do Nordeste) e Campina Grande UEPB (Universidade Estadual da Paraíba);
PERNAMBUCO – Recife Carnaval Multicultural e Bodocó Festa de São José;
PIAUÍ – Teresina ”Armazém de Todos os Sertões“, Festival “O Sertão Vai Virar Mar” e Festival T.H.E Music;
SÃO PAULO – SESC Ipiranga e SESC Pompéia (Prata da Casa);
PARANÁ – Maringá FEMUCIC (Festival Musical de Cidade Canção);
MATO GROSSO – Cuiabá ENEL (Encontro Nacional dos Estudantes de Letras) na UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso);
MINAS GERAIS – Ouro Preto e Mariana (Festival de Inverno de Ouro Preto) e Juiz de Fora (Corredor Cultural);
RIO DE JANEIRO – UFRJ, SESC Nacional, ESEM – Escola SESC de Ensino Médio, SESC Tijuca, SESC Nova Iguaçu, Teatro Nelson Rodrigues – Caixa Cultura, Clube dos Democráticos, Lapa 40°, Rio Scenarium, Livrarias Saraiva, Leviano, Circuito Cultural Mercado do Peixe, Teatro SESI/SENAI de Jacarepaguá e Circo Voador.
PORTUGAL – Universidade de Coimbra, Mostra SESC Luso-Brasileira de Culturas.
Músicos:
Geraldo Junior: Voz, flauta, trompete e percussão
Beto Lemos: Violão, viola, rabeca, violoncelo e vocal
Gabriel Pontes: Sax tenor, soprano, flauta, percussão e vocal
Eduardo Karranka: Guitarras e vocal
Filipe Muller: Violão, baixo e vocal
Francisco Gomide: Percussões Cláudio Lima: Bateria e vocal
Pra dar o salto de Avante, foi necessário reunir um tanto de todos que já fui. Momentos distintos de vida. Recontar para mim mesmo minha história pessoal, essa que construímos dia a dia, reunindo, descartando, esquecendo, recriando e mesmo inventando.
Nenhum mapa, algum mapa. Mas qual? Musical, poético, geográfico, literário, místico, racional? Qual o ponto de partida? A primeira audição do “Método Tufo”de Catatau, logo após a finalização de “Toda vez que eu dou um passo…”? Ali me vi pela primeira vez pensando que precisaria reaprender a escrever e cantar pra dar conta da complexidade de minha vida pessoal, antes que – Mute - perdesse a voz.
Muito antes, 20 anos antes, o rock havia morrido pra mim e eu iniciava uma peregrinação pela Mata Norte pernambucana - onde? - descobrindo aos poucos minha própria voz entre tantas obviedades invisíveis. Punk rock baque solto.
De volta ao mapa, passado mais próximo - o verso preso: Reaprender a tocar um instrumento abandonado há tantos anos foi tarefa difícil e fatalmente inacabada, que me sacudiu ao chão duro e frio dividido entre a musa ou a música. A Poesia, dama ciumenta e exigente, se afastou silenciosamente deixando em seu lugar o vazio da falta de convicção para escrever da única forma que eu sabia. Reaprendizados sobrepostos, fui aos poucos reunindo os cacos, colando o espelho que devolve os fragmentos sobreviventes a meus tantos esquecimentos de mim mesmo-sem moldura, pedaços ainda podem ser colados, cair...
O mapa de Avante teria que ter pistas confusas embaralhando Hendrix, Lemmy, Ivanildo Vila Nova e Manoel Chudu, Zé Galdino, Barachinha, o Sundiata do Mali, Franco, o Congo, Poemas Suspensos, Canções de repentistas na voz de Antônio Alves, Voltando a Minha Terra de Severino Feitosa, Super Rail Band, Thelonious Monk, Robab Afegão, Star Number One de Dakar, Biu Roque, Bembeya Jazz National, Jimmy Page, Os Solitários de Nazaré da Mata, Michele Melo cantando “essa noite eu vou ser toda sua…”, O Incandescente de Serres, a viagem de Ulisses, Cancão, rock Touareg, Jack White, Kasai All Stars, Ryad Al Sumbati, Cream, Menelik Wesnatcheu, meu pai assobiando de manhã cedo. Outra coisa: Se ao abandonar-me à musa, anos antes, havia me feito experimentar a completude numa pequena cidade de 30 mil habitantes, ceder à música me sacudiu novamente na fragmentação da estrada. Assim, Avante tem um pouco de Rio de Janeiro, Dakar, Recife, Nazaré, São Paulo, Curitiba, Praia dos Carneiros, Teresópolis, Campina Grande, além de sombras de lugares que nunca fui: Kinshasa, as montanhas do Hindu Kush…
Foi gravado e mixado no estúdio Totem/SP, entre o final de 2010 e meados de 2011 por Yuri Kalil e produzido por Fernando Catatau, comigo ajudando e, às vezes, atrapalhando também. Léo Gervázio toca a tuba, elo de ligação com a Fuloresta e a música de rua do Recife. Antônio Loureiro toca teclados e um vibrafone que muito me ajudou na aproximação com a música do Congo que tanto ouvi nesses anos de gestação desse trabalho. Samuel Fraga toca a bateria. Os visitantes são Teco Cardoso e Lira. Catatau faz o solo de guitarra em Qasida. Ao vivo, o baterista é Serginho Machado.
“Avante” tem o patrocínio da Petrobras, através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural. Este projeto foi contemplado com o Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular – Funarte.
Se na programação de fim de ano da TV Globo não está previsto um novo especial de Roberto Carlos - já foi anunciado que será reprisado o show do Rei, gravado em Jerusalém -, na MTV o cantor ganhará uma bela homenagem. O VJ e cantor pernambucano China deu a sugestão e o canal topou. Na noite desta terça-feira, ele se reuniu com a banda Del Rey, da qual é vocalista, ao lado dos músicos do Mombojó, para gravar um show com aquelas canções antigas e românticas criadas por Roberto e Erasmo Carlos. E recebeu no palco as cantoras Wanderléa e Fafá de Belém. O resultado vai ao ar no próximo dia 18, às 23h, com uma hora de duração. - O nosso grupo nasceu em 2003 quase por brincadeira. A ideia surgiu quando um amigo nosso queria contratar uma banda para tocar em uma festa de aniversário e nos perguntou se conhecíamos alguma. Em vez de procurar alguém, resolvemos nós mesmos topar a parada, mas com um repertório formado só por músicas gravadas pelo Roberto. A coisa deu tão certo que tivemos que fazer mais uns quatro shows na casa em que ocorreu a festa e, depois disso, não paramos mais - lembra China. Wanderléa, que nos anos 60 dividiu com Roberto e Erasmo o comando do programa “Jovem Guarda”, pela Record, ficou impressionada com o respeito que China e seus companheiros de Del Rey - Felipe S (guitarra), Chiquinho (teclados), Marcelo Machado (guitarra) e Vicente Machado (bateria) - demonstraram à obra do Rei. - Todos são excelentes músicos, mas fazem questão de não inventar nada nas canções, mantendo os arranjos bem próximos aos que foram gravados originalmente - conta ela, que interpretou “Além do horizonte”. Já Fafá, ainda que tenha feito sucesso bem depois da onda do iê-iê-iê, também é tiete assumidíssima de Roberto Carlos. Na gravação, a cantora dividiu com China os vocais de “Você não serve pra mim” e também ficou admirada com o desprendimento musical do quinteto. - Cantar Roberto é sempre maravilhoso. Ainda mais com essa garotada, que canta de tudo e tem um olhar generoso sobre todo tipo de música, sem preconceito - disse. Ao final do show, reforçando o espírito de confraternização, China chamou os demais VJs da casa para engrossar o coro. Só que, em vez de encerrar a apresentação com “Jesus Cristo” - como Roberto vem fazendo há anos -, ele optou por “Quero que vá tudo pro inferno”. - Ainda bem que vamos cantar todos juntos. O público não ia suportar me ouvir cantando solo. Sou muito desafinado - brincou Cazé Peçanha, que apareceu com um novo visual, de barba e cabelo. China garante que a escolha da última canção não tem nada de provocação ou ironia: - Temos o maior respeito pelo Roberto e por tudo o que ele fez em sua carreira. E cantar as músicas dele para nós não é trabalho, é puro prazer mesmo. Um jeito de nos desligarmos um pouco de nossas carreiras autorais e relaxar. Nós nos sentimos como jogadores de futebol que, na folga de seus times, vão bater uma pelada sem compromisso. Tanto que, embora o Del Rey tenha muitos fãs, não nos passa pela cabeça gravar CD. Só fazer shows mesmo.
Um trecho da canção "Kaira" diz: "a música muda você / você muda mais alguém / alguém muda outro alguém / que muda você também". Esse mesmo efeito, no qual uma coisa vai desencadeando outra, agiu para que Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra encontrassem Toumani Diabaté - músico maliense que toca um instrumento chamado kora, uma espécie de harpa com 21 cordas, típica da África Ocidental. Toumani foi premiado em 2010 e 2011 no Grammy Awards na categoria melhor álbum de Traditional World Music.
Arnaldo e Edgard, parceiros há mais de vinte anos, já estavam apresentando uma série de shows juntos, com voz, violão, guitarra e um bumbo eletrônico, e compondo novas canções para um disco, quando foram convidados a dividir um concerto com o maliense em 2010, dentro do Festival Back2Black, no Rio de Janeiro. E, apesar de terem feito apenas um ensaio antes do show, a sintonia foi perfeita. O músico, então, os convidou para gravar em Bamako, capital do Mali, na África. Eles não só aceitaram como chamaram Toumani para participar do novo projeto.
O álbum foi gravado em Mali e São Paulo durante os meses de abril e maio deste ano. Em Bamako, os músicos ficaram duas semanas gravando com Toumani, seu filho, Sidiki Diabaté, e outros músicos do lugar. Lá compuseram mais alguns temas além dos que já haviam feito. O CD, produzido por Gustavo Lenza, tem 14 faixas, além de quatro bônus tracks. O lançamento do disco está previsto para este mês em parceria com a MTV, sob o selo Especial MTV, junto com o documentário, dirigido por Dora Jobim, com cenas das gravações em Mali.
Culinária, modo de vestir e costumes malienses - como assistir novelas brasileiras, por exemplo, também são mostrados no DVD. Uma parte especialmente bonita é o registro feito na casa de Toumani quando as crianças começam a cantar e a dançar. Interessante também quando o músico conta sobre a independência do Mali, na década de 1960, e sobre o movimento de resistência para enfrentar os colonizadores franceses, chamado de Kaira. A "arma" usada pelo movimento foi o canto - que falava sobre cultura, alegria, amor e paz.
"A Curva da Cintura" - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra e Toumani Diabaté
1. A CURVA DA CINTURA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
2. CARA (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)
3. CORAÇÃO DE MÃE (Arnaldo Antunes / Edgard Scandurra)